sábado, 18 de março de 2017

A padaria

Nasci crua
- errada padaria -
no forno a lenha
fosse quem tenha
ninguém me queria

Fiquei na rua
- muito estranha -
cozi-me devagar
comprei farinha,
fermento
e não lamento: 
não há-de de quem me apanhar.




sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Do amor e a filosofia ao pai

Lembras pai? Quando nasci foste buscar a mim e à mãe de mota?
Foste tu pai quem me nomeou Patrícia, pela Highsmith.

Lembras quando tirei 19 valores a filosofia? Dizem que filho de peixe sabe nadar, género Nemo.

Dizeres que é uma honra ser tua filha é tudo para mim. Sabes porquê?
 
"Vamos nós então desistir de Deus? Essa, para mim, é que é a grande tarefa filosófica, como é a grande tarefa da arte, da ciência, da religião e da sociologia, ou melhor, da política. Do amor também: do amor sempre, porque, se é verdadeiro, ela supera a ciência e a arte, a filosofia e a política."

(agostinho da silva - sete cartas a um jovem filósofo)

Parabéns Pai e obrigada por eu existir. 





sábado, 20 de agosto de 2016

Pai


Se não for por amor o que adianta?
Impressa no gene
em sangue e em dor
a vida avança
e já é perene.
E na busca legítima
na hora última
da nossa história
sem crime nem vítima
liberta a culpa
e já é memória.

 




















Já se foram os ninhos
levaram os sonhos
mas não a vontade
de ser pequenino
no amor do que somos.
E já é verdade.

domingo, 1 de maio de 2016



É MINHA


A mãe, que te parece coisa tonta:
Chama-lhe barata
Mas que sempre volta
para ti porque também

A mãe, que quem tem:
Assado de restos
Chamar-lhe sobras
Render os cestos: que não pudeste dar-me amoras

Neste texto pedinte
Deixo a vida toda envolta
Na lembrança – devota
- Não te percebi­-
a barata tonta, tonta

Tu és minha

E sei: sou fruto do amor. Eu sei
.



quarta-feira, 10 de julho de 2013

Nascimento


Da nascença ao ser
É sempre o primeiro
-amor-
A tornar verdadeiro
O filho por inteiro

Asneira ele esquecer
- o amor -
que da mãe
traz muita saudade,
vontade de a ter outra vez.
 
Por mim?
O amor dela é todo para ti.
 
 

(há outros amores, que sejam eles tudo para ti Artur)
 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Apprendre à respecter! Vai-te foder Bonaparte!

 
Isto vai soar um bocado porno, mas caguei: admiro o Marquês de Sade. E no acto de cagar, já estaria o meu 'amigo' a dizer - "Não há outro inferno para o homem além da estupidez ou da maldade dos seus semelhantes.". Já no acto de foder a vida destes, parece-me mais complicado, contudo viável a
várias 'excelências'. A minha vida pertence única e exclusiamente a mim. O 'ma friend' ainda lembra: "Eu só me dirijo às pessoas capazes de me entender e estas não lerão perigo". Estou em modo máfia, se é que o Marquês me entende.

terça-feira, 5 de março de 2013

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra - IMPÉRIO I

Camões, na sua quinta cantiga, disse assim:
"Dai-me uma fúria grande e sonorosa,
E não de agreste avena ou frauta ruda,
Mas de tuba canora e belicosa,
Que o peito acende e a cor ao gesto muda;
Dai-me igual canto aos feitos da famosa
Gente vossa, que a Marte tanto ajuda;
Que se espalhe e se cante no universo,
Se tão sublime preço cabe em verso."


A copiar seja:
Sai-me incúria pequena e punsoza
E não de pessoa viva, cereal, energúmena,
Mas de gaja boa e não belga
que o cú acende, mas agora com fósforo da URA(http://pt.wikipedia.org/wiki/Unidade_de_resposta_aud%C3%ADvel
Tanto me dá seres italiano, tuga ou alemanosa
Essa cena: que a troika acuda!
Que parta sempre do universo
deixar em paz o sublime do inverso.